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Afrolatin Connection

Afrolatin Connection

Nome: Paula Loureiro, Ricardo Sousa, Mafalda Amado, Bruno Sousa, Luísa Silva e Pedro Trindade
Competências: Bailarinos, Professores e Coreógrafos
Website: www.afrolatinconnection.com
Contactos: (+351) 918260541 – email

Vídeo Salsa Braga





Entrevista Salsa Braga

ENTREVISTA A RICARDO E PAULAEntrevista ao site SalsaBraga.com em Outubro de 2009

Ricardo Sousa e Paula Loureiro, fazem parte de uma das companhias de dança mais conceituadas em Portugal, os Afrolatin Connection. Sendo unanimemente considerados um dos pares de referência nas danças Afro-Latinas, têm espalhado talento e classe em vários congressos europeus, tanto pela sua originalidade, como pela qualidade. Através desta entrevista, ficaremos a conhecer melhor o seu passado e os projectos que têm para o futuro, tanto como par, e como companhia.

Em 2007 e 2008, ganharam o prémio Top Dance Awards para a categoria de melhores professores de dança em Portugal.

Sempre disponíveis e simpáticos, aceitaram o desafio lançado pelo salsabraga.com e concederam-nos esta entrevista.

Como tudo começou?

Paula e Ricardo: O projecto Afrolatin Connection surgiu em Agosto de 2005. Até lá já éramos par na companhia de dança Sabor Latino. O primeiro nome com que nos apresentamos foi “RP Connection Move”, fazendo o nosso primeiro espectáculo numa discoteca em Espanha, na Isla Cristina. Tivemos como primeiro local de ensaio um ginásio de artes marciais, em que os elementos da companhia eram constituídos por nós os dois, o Bruno Sousa e o Eduardo Holanda. Após alguns convites e experiências com diferentes bailarinos, chegamos a um primeiro grupo mais sólido, composto por 8 bailarinos; Paula e Ricardo, Bruno e Marcia, Tiago e Leonor e Mafalda e Pedro.

Estávamos nesta fase a dar aulas em diferentes escolas e ginásios até Agosto de 2006 com a abertura do Muxima. Juntamente com o nosso sócio Carlos Silva (Kalu) criamos um conceito de escola e bar afrolatino neste local. Depois de quase 3 anos de muitas aulas, noites, festas, espectáculos nacionais e internacionais avançamos para outro projecto saindo do Muxima. As instalações onde estamos hoje funciona só como academia de dança. Relativamente à companhia estamos agora com um grupo mais forte e sólido e com uma atitude mais profissional, composto por 8 bailarinos; Paula e Ricardo, Mafalda e Bruno, Luísa e Pedro e as últimas aquisições Helane e Edu.

Ricardo e Paula (Afrolatin Connection)Quando é que vos despertou a paixão pela dança? E pela salsa, e também pelas danças Africanas?

Paula: Desde que me conheço que me apaixonei pela dança. O primeiro contacto foi com os ritmos africanos (merengue angolano), visto que os meus pais eram emigrantes em Angola. Ainda na escola, fiz sempre parte dos grupos de dança para apresentações nas festas e saraus. De seguida investi no fitness, mais propriamente na aeróbica, onde participei em varias competições, sagrando-me campeã nacional em 1992. Entretanto conheci os venezuelanos David Gallegos e Ernesto Acosta, com quem me iniciei nos ritmos latinos. Participei nas primeiras festas e actuações latinas na cidade do Porto. Nessa altura deu-se a formação de um grupo que esteve residente no casino da Póvoa durante 3 meses com o os espectáculo “Tango Rum e Cha-cha-cha”, grupo esse composto por: Ernesto Acosta, David Gallegos, Alfredo Garcia, Graça Pinto, Bibi Fernandes, Marta Portocarrero, Ana Soares, Branca, Ana Almeida e Paula Loureiro. A paixão pela kizomba surgiu na Casa do Rio ao ver uma jovem angolana a dançar de chinelos de meter o dedo. A partir daí passei a frequentar todas as festas africanas que havia no Porto.

Ricardo: Desde muito novo tive contacto com dança por acompanhar os meus pais em varias festas e vê-los sempre a dançar. Mas foi aos 14 anos que fiz a primeira aula de ritmos latinos na escola sabor latino e por coincidência, a Paula era uma das professoras (nem sonhava sequer o que ia acontecer). Passado um ano, fui convidado a entrar na companhia de dança e foi quando comecei a levar a brincadeira mais a sério. Com a kizomba também foi amor à primeira vista. O primeiro contacto que tive foi na Casa do Rio ao som do Dj Mauricio com Tabanka Djaz – Sub 17. Mais tarde fiz o primeiro workshop de kizomba no Porto com o grande mestre Petchú e depois foi uma busca por conhecer mais sobre a cultura, frequentando todos os meios africanos que podia.

O vosso nome não pode ser dissociado dos Afrolatin Connection, como é que se vêem daqui a 10 anos?

Paula e Ricardo: O percurso na nossa carreira tem sido feito à base de sonhos e estabelecimento de metas a atingir. Já realizamos muitos sonhos e outros estão ainda para ser alcançados. Com o passar do tempo as metas a atingir são cada vez mais ambiciosas e em 10 anos pode acontecer muita coisa. Estamos agora a atravessar por um período de muito trabalho e desgaste com a realização de mais um sonho, XIDAR, que é algo que pretendemos continuar a fazer, podendo ter produções anuais para tournées nacionais e eventualmente internacionais.

A introdução de novos elementos no grupo Afrolatin Connection, como são os casos de Edu e Helane (Samba de Gafieira), veio trazer-vos novas vertentes e abrir novas perspectivas…

Paula e Ricardo: Sem dúvida que o Edu e a Helane foram uma mais valia para nós, além de ter sido uma lufada de ar fresco pelas fantásticas pessoas que são. Consideramos que temos muita sorte no grupo de pessoas que nos acompanham neste momento, pois não é nada fácil coordenar um trabalho de exigência profissional que imprimimos com as respectivas vidas pessoais de cada um. Todos temos uma paixão em comum e estamos unidos e direccionados para fazer algo mais na área artística portuguesa, marcando pela diferença e profissionalismo.
Ricardo e Paula (Afrolatin Connection)
São reconhecidamente e justamente, considerados um dos pares embaixadores de uma das danças africanas do momento, a kizomba. Como lidam com esta situação?

Paula e Ricardo: Tivemos a sorte de ter como mestre uma pessoa que carrega com ele um conhecimento e uma paixão pela cultura angolana inigualável, transmitindo-nos muitos bons princípios, falo claro do Petchú. O facto de nos poderem considerar referência nesta área é um motivo de orgulho enorme e um incentivo para continuar a trabalhar e a melhorar.

No passado mês de Abril, estiveram nomeados para a categoria de danças do mundo, na entrega dos prémios da dança em Portugal, no Portugal Dance Awards. Como vêm, neste caso a salsa, no panorama nacional de dança?

Paula e Ricardo: Começando por falar do panorama da dança em Portugal, pelo simples facto de já existir um Dance Awards significa que a valorização desta arte melhorou bastante nos últimos anos. Os média, como é óbvio, têm ajudado bastante e começa a haver mais interesse do publico em geral pela dança como sendo uma hipótese bastante viável para combater o stress e melhorar a qualidade de vida por todos os benefícios que traz quer a nível físico, quer psicológico. Relativamente à salsa, é uma comunidade em franco crescimento, mas continua a ser um meio muito pequenino.

Verificam que há alguma diferença de reconhecimento entre bailarinos de Lisboa e do resto do país?

Paula e Ricardo: Essa é uma questão que pode levantar algumas polémicas. A verdade é que em Lisboa o plano cultural está muito mais desenvolvido, quer em questões de infra-estruturas e apostas por parte do governo e entidades privadas, quer mesmo pelos seus habitantes que têm mais o hábito de procurar espectáculos nas diferentes áreas artísticas. Outra questão importante, devido à realidade que referimos, é que as principais produtoras e organizadores de espectáculo estão na capital. Um exemplo disso foi o próprio Dance Awards, contavam-se pelos dedos os artistas nomeados fora da zona de Lisboa, o que foi ainda mais uma razão de orgulho para nós, ao saber que estão atentos ao nosso trabalho.

Considerado por muitos como sendo o melhor bar de Salsa do país, o Muxima Bar foi uma referência para os Salseiros. Poderemos esperar da vossa parte novidades nesse campo?

Paula e Ricardo: É algo que não pomos de parte, mas não será assim tão breve quanto isso. Foram quase 3 anos de muito desgaste, trabalho e apostas para o crescimento desta área. Foi muito bom e não nos arrependemos desse esforço, mas em vez de sentirmos um crescimento empresarial, dado o sucesso que estávamos a ter, estava a acontecer exactamente o contrário. Não é segredo para ninguém que o negócio “nocturno” salseiro é um mau negócio. Nesse sentido, para não cometermos alguns dos erros que cometemos e termos uma sustentabilidade maior, precisamos de estar mais preparados. Até lá vamos organizando algumas festas pontuais, que têm corrido lindamente e aproveitamos a oportunidade para agradecer a todos aqueles que nos ajudam e acompanham para tornar tudo possível. Ah… também estamos abertos a donativos ou candidatos a investidores (ou a chave do euromilhões), hehehehehe

Ricardo e Paula (Afrolatin Connection)Qual o teu maior desafio/objectivo pessoais e de grupo (Afrolatin Connection) nesta profissão?

Paula e Ricardo: Os objectivos pessoais não estão dissociados dos do grupo, pois tem sido um esforço no sentido do crescimento contínuo em conjunto. Queremos continuar a aprender e a evoluir para conseguir dar cada vez mais qualidade a quem nos acompanha. Continuar também a pesquisar e a fazer trabalho de laboratório para conseguir inovar numa arte que já vai muito desenvolvida.

Após o reconhecimento público da vossa companhia no Salsa Open Portugal, com a conquista do 2º e 3º lugar. Que vos trouxe de novo e o que esperam alcançar?

Paula e Ricardo: Foi para nós, pessoalmente, um motivo de grande orgulho a Luísa e o Pedro alcançarem o 2º lugar, e a Mafalda e o Bruno o 3º lugar e mesmo a Helane e o Edu (com pouquíssima experiência na salsa) o 6º lugar. A nível prático não trouxe nenhuma diferença, a não ser mais evolução da parte deles por um trabalho/preparação extra para essa competição. É muito bom sermos reconhecidos publicamente, pois faz parte da satisfação do artista, mas é uma consequência do trabalho e esforço de toda a companhia.

Que dificuldades têm encontrado neste trajecto como bailarinos portugueses? Têm sentido apoio?

Paula e Ricardo: A principal dificuldade prende-se com o facto de as danças afrolatinas ainda serem um bebé (em crescimento e de boa saúde) no nosso país e se não formos nós mesmos a criar condições de trabalho, elas não nos caem do céu. A nível de grandes produções (na área da dança) nas principais casas de espectáculo no nosso país, ainda se está muito preso aos grandes bailados de clássico. Há que continuar a trabalhar para dar mostras de qualidade e profissionalismo, para o reconhecimento devido e haverem mais facilidades pelas entidades creditadas para quem trabalha nesta área.

Uma das perguntas da praxe, tem haver com as vossas referências ou modelos que sigam no mundo da Salsa? E já agora, nas Danças Africanas?

Paula:
Salsa: Tito e Tamara (pela sua elegância) Amneris e Grisele Ponce (pela garra e energia) Anita (pela perfeição) e Kirenia (por tudo e mais alguma coisa)
Danças Africanas: Vanessa (par do Pétchu, pela forma como mexe aquela bunda) e algumas ilustres desconhecidas africanas que costumo observar.

Ricardo:
Salsa: Juan Matos (um génio louco) Maykel Fonts (técnica e perfeição de movimento) Marco Ferrigno (pela fusão com outros estilos)
Dança: Danny Tidwell (uma inspiração)
Danças Africanas: Pétchu (por toda a essência que traz com ele) e como a Paula por observar ilustres desconhecidos.

Que opinião têm acerca do trabalho desenvolvido pelo SalsaBraga.com, no desenvolvimento e difusão da Salsa em Portugal?

Paula e Ricardo: Da nossa parte só podemos dar os parabéns pelo trabalho que têm realizado, sendo na nossa opinião, o site mais bem conseguido na divulgação da cultura afrolatina. Por todas as reportagens informativas referentes às raízes culturais das danças afrolatinas, pela divulgação de vários talentos internacionais, por dar a conhecer aquilo e aqueles que estão a trabalhar nesta área no nosso país….. Muito completo e imparcial. Esperamos que continuem com toda essa energia e vontade de divulgar a cultura afrolatina.
Ricardo e Paula (Afrolatin Connection)

Perguntas de respostas rápidas

Se tivesses que descrever a dança numa palavra, qual seria?
PAULA Alma
RICARDO Vida

Filme:
PAULA Dirty dancing
RICARDO Adoro cinema, mas não tenho nenhum que me tenha marcado mais.

Viagem de Sonho:
PAULA e RICARDO Angola

Livro:
PAULA O Alquimista
RICARDO Trilogia Suja de Havana

Música:
PAULA Sweet Dreams
RICARDO Também adoro várias músicas de vários estilos, mas um exemplo “Underwater Love”

Grupo Musical:
PAULA e RICARDO Não temos nenhum preferido

Lema de vida:
PAULA “Carpe Diem”
RICARDO “Prefiro arrepender-me do que fiz do que o que não fiz”


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