Blog : Didáctico

Sons de África - FUNANÁ

2009-04-13 Funaná

O Funaná é um género musical de Cabo Verde, originário da ilha de Santiago e o instrumento principal é o acordeão. Nasceu na zona mais populosa do arquipélago e onde a presença africana é mais marcante. Este género musical é predominantemente dos camponeses.

Nos mitos e lendas, diz-se que a origem do termo “Funaná” vem de um homem que se chamava Funa e tocava gaita (acordeão) e de uma mulher chamada Naná que tocava ferrinho.

Antigamente, qualquer que fosse a festa (um casamento, um baptizado, uma festa religiosa) era sempre ao som do “Funaná”. Em sentido lato, a palavra Funaná começou a significar Festa.

De acordo com pesquisas feitas, em algumas localidades do interior de S. Tiago, o Funaná antigamente era chamado de ‘badjo di gaita’. O movimento mais lento era chamado de Samba, ou seja o Funaná dançava-se como o Samba era dançado antigamente no Brasil. Dançava-se aos pares com movimentos do quadril cadenciados, sensuais e vivos.

Os instrumentos tradicionais foram substituídos pela guitarra, violas baixo e ritmo, teclado, bateria. Um dos primeiros músicos a ser conhecido a nível internacional é Zeca di nha Reinalda, com a gravação dos primeiros álbuns, nomeadamente “Mundu ka bu kaba“, mesmo os mais cépticos aceitam definitivamente este estilo musical.

A chegada do zouk e a utilização excessiva dos instrumentos eléctricos nos anos 1990 prejudicou parcialmente o funaná, que acabou por perder a sua autenticidade durante algum tempo. Mas o quadro altera-se com o surgimento de Ferro Gaita que traz um novo fôlego a este género.

Os três membros do grupo (o grupo passou para seis membros anos depois) regressam aos instrumentos tradicionais (ferrinho e gaita) e, da revolução de Katchass, apenas conservam a viola baixo, mais tarde juntariam a percussão e o búzio.

O sucesso é imediato e acaba por beneficiar os músicos tradicionais, novamente no centro das atenções. Nesta dança o homem joga sobre o ritmo uma base andante de longos solos compostos por momentos fortes de pausa / exaltação até ao auge ou “djeta”, gritos, exibindo a todos a sua virilidade e dotes de grande bailarinos.



Espero-vos numa próxima dança…


Fernanda Duarte

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História da Bachata

2009-04-09 Bachata

A Bachata é uma dança originária da República Dominicana; é considerado um híbrido do Bolero, no entanto sofreu um conjunto de outras influências musicais, tais como o huapango e Son Cubano, entre outros.

O chamado Bolero ritmo latino-americano, nos anos 30 até aos anos 50 faziam as delicias do povo dominicano, e, com esta influência, nasceu a Bachata nos finais da década de 50, no entanto, apenas nos anos 80 teve o seu reconhecimento e foi lançada mundialmente a fim de aumentar o turismo na ilha. Com a ajuda de cantores que se popularizaram, tais como Juan Luis Guerra e Victor Victor na década de 90, e Luís Dias nos anos 80, trouxeram uma nova expressão musical.

Primeira fase da Bachata – era um género de música e dança marginalizada. Apenas possível de ouvir em cabarés ou bordéis. No entanto, com a ajuda da rádio e produtora discográfica O Guarachita, empresa que faz a promoção e distribuição deste género musical e devido ao sucesso o seu consumo é feito inicialmente por grupos sociais marginais, os migrantes do interior para a cidade. No entanto, com o a queda da ditadura de Rafael Leonidas Trujillo, a “libertação” desta sub-população urbana nas cidades Dominicana torna este género musical livre.

Segunda fase parece estar relacionada com o aparecimento de uma segunda geração de cantores. As vozes mais conhecidas são: Luis Segura, Mélida Rodriguez e Leonardo Paniagua, que constituem parte de uma expressão que foi popularizando a Bachata nos anos 70 e 80, usando instrumentação electrónica, fusões com outras formas de música moderna.

Terceira fase aparece devido à digitalização da gravação das Bachata, a introdução de novos instrumentos, e um novo senso de poesia, o duplo sentido erótico sexo a insinuação de um imaginário, mas em busca de um dos mais belos versos poeticamente formulada com imagens literárias, mesmo apelando para o sentimento de que deu origem: a manifestação de amor e carinho, saudade e proposta vida em que a mulher é a fonte do amor e do desejo.
Bachata

O Guarachita desaparece completamente, e são vozes como: Teodoro Reyes, Joe Veras, Luis Vargas, Anthony Santos, Yóskar Sarante, Raulín Rodríguez, Zacarías Ferreiras, entre outros, que formam a legião de novas estrelas deste género musical. Apareceram dois grupos que fizeram e ainda fazem um sucesso internacional incomparável e que fazem crescer e expandir a Bachata no mundo: Monchy y Alexandra e Aventura. Últimamente, têm aparecido alguns grupos fora da Republica Dominicana a difundir este estilo musical.

Bachata desempenha o mesmo espírito melancólico, nostálgico e amar animosidade entre outras expressões musicais latino-americano conhecido como o tango-canção do bairro de Buenos Aires, onde combinaram a animosidade apaixonado (o amor-ódio), com a nostalgia do emigrante e migrantes. Tal como nos conhecemos esta nostalgia Bachata na expressão musical do facto de que este período coincidiu com o pico da cultura sub-urbana a partir da migração rural-urbana desde 1961. Durante esse período ficou conhecido como “Bitter Música” neste sentido que evoca nostalgia.

O bolero em latim cultura tem sido, tradicionalmente, uma música romântica, lidando com temas como engano e perdeu o amor. Na Bachata tal como no Blues norte americano, canta-se sobre a dor e dificuldade, o amor e a paixão…

Deixo-vos um vídeo de bachata… Espero que gostem…



Espero-vos numa próxima dança…


Fernanda Duarte

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Dança dos Orishas - YEMAYA

2009-03-19 Yemaya

O Orisha que hoje vos vou falar é de Yemaya.
Yemaya é o espírito da Maternidade e este Orisha está associado ao mar e à lua. Yemaya é a mãe de todos os filhos na Terra (a figura da mãe), e representa qualquer espécie como fonte de vida, de fertilidade e maternidade. Considera-se a mãe de todos os Orishas. É indomável e astuta. Ela é o proprietário do conhecimento colectivo e segredos. representa a intelectualidade e a Sabedoria. Suas cores são azul e branco, e ela também é conhecida por Virgem Maria. Ela tem uma grande compaixão por todos os seres humanos. Também vista como o Orishas da misericórdia, visto que nunca traí os seus filhos.

Características de Yemaya:

Santo Cristão correspondente: Nossa Senhora da Regra
Princípio que se atribui: a Maternidade
Cor: Azul e Branco
Dia da Semana: Sexta-Feira e Sábado
Números: 7 e seus múltiplos
Arquétipo: Impetuosos, Autoritários, Cautelosos, Trabalhadores, Desconfiados e um pouco Egoístas
Ervas: Algas Marinhas, Erva Florida, Índigo
Data: 07 de Setembro (sincretismo)
Saudação: ¡Onio Yemaya Omoloddé! ¡Yemaya Ataramawa!

Agora fiquem com a dança do Orisha YEMAYA.



Até à próxima e boas danças…


Pedro Barros

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História do Merengue

2009-03-17 Merengue

O Merengue é uma dança com ritmo veloz e malicioso, nascido na República Dominicana, tem o seu nome derivado do jeito que os dominicanos chamavam aos invasores franceses no século XVII (merenque). Cantor mais conhecido, neste momento é Walfrido Vargas.

Mas nenhum de nós consegue esquecer músicas como “Azur” e “Suavemente”, músicas que um bailarino português imortalizou em Portugal, ainda hoje se ouve em diversos locais.

Na sua origem temos a dança crioula, no entanto esta dança é o resultado da fusão entre o Minuet africano e francês; sendo a sua primeira referência escrita datada do século XIX. O estilo mais popular do merengue é habitualmente interpretado por um amplo conjunto de instrumentos que inclui vários saxofones, acordeões, trompetes e teclados.

Entre 1838 e 1849, a dança chamada “Upa Habanera“ dançava-se em todo o Caribe. Um dos passos desta dança era chamado de merengue e isso denominou a dança. Permaneceu desconhecida para muitos, até que o coronel Alfonseca escreveu letras para a nova música.

Em 1844, o merengue ainda não era popular, mas em 1850 estava em voga, tirando o lugar antes ocupado pela Tumba.

Agora vejam um vídeo que prova que tudo e todos podem dançar merengue:



Nesta época, os jornais de Santo Domingo iniciaram uma campanha contra o merengue em favor da tumba. A alta sociedade não o aceitava, pois as letras eram vulgares, descendiam de negros africanos e não tinham carácter religioso.

O auge da sua popularidade deu-se em 1930 quando Rafael Trujilo – grande fã do Merengue – utilizou essas músicas na sua campanha presidencial. Luiz Alberti escreveu uma letra “decente” para a ocasião e assim nasceu o tema “*Compadre Pedro Juan*”: e, com isto, foi aceite por toda a sociedade unanimemente. Tornou-se, a partir de então, na música simbólica da cultura nacional, mas devido à ditadura de Rafael Trujilo.

O Merengue adoptou durante, as três décadas seguintes, uma postura e um som mais sóbrio. Renasceu em 1961, com o assassinato de Rafael Trujilo, o merengue começa a ser exportado, com isso ganha um novo fôlego, com as influências do rock e R&B americano, bem como alguns elementos da Salsa cubana.

A paixão pelo Merengue é ainda partilhada pelos povos de Porto Rico, Haiti, Venezuela e Colômbia.

Actualmente, o merengue, assim como a sua prima salsa, sofreu influências norte americanas, como a de grandes bandas. Os instrumentos mudaram, mas o ritmo continua inconfundível. A dança é muito alegre e contagiante, com passos fáceis que permitem a cada dançarino se expressar através de seu gingado. Ao nível coreográfico, esta dança apresenta passos fáceis e rápidos, dançados por casais entrelaçados.
Merengue

Mitos e Lendas:

Existem 2 lendas que indicam que a dança merengue tem a sua origem em:

A primeira lenda conta que esta dança começou com os escravos que, acorrentados uns aos outros, eram forçados a arrastar uma perna para poderem trabalhar nos campos de cana-de-açúcar.

A segunda fábula diz que um dos grandes heróis da guerra da República Dominicana foi lesionado numa perna e quando regressou à sua terra natal, a comunidade recebeu-o com uma enorme festa. Com respeito pelo que lhe tinha acontecido, todos dançaram como ele: a coxear e a arrastar uma perna!

Há quem diga ainda que o Merengue foi buscar a sua designação ao doce com o mesmo nome (em português são os suspiros) – leve e doce, tal como a dança.

Seja qual for a realidade da sua origem podemos dizer que é uma dança caliente e cada vez existem mais adeptos em todo mundo…
(agora um a parte… que saudades da Republica Dominicana, vale a pena visitar).

Deixo-vos um vídeo para que possam comprovar o que estou a falar. Espero que gostem…



Espero-vos numa próxima dança…


Fernanda Duarte

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Sons de África - KIZOMBA

2009-03-15 Kizomba

Kizomba é um instrumento musical que dá o nome a um tipo de música e de dança na África lusófona, mas especialmente de Angola.

Kizomba era também a festa do povo negro que resistiu bravamente à escravidão. Era congregação, confraternização, resistência. Um chamado à luta por liberdade e por justiça. Kizomba era festa e resistência cultural de um povo. A festa do negro, do pobre e do índio. Era a exaltação da vida e da liberdade.

A expressão Kizomba, como dança, nasceu em Luanda, após as grandes influências musicais dos Zouks, e com a introdução das caixas rítmicas Drum-Machine, depois com os grandes concursos que invadiram Angola, desde ai essa expressão se ouvir e manteve, passando pelo Cavalinho, e o Kizomba Corrido, também nesta época apareceram as kizombas acrobáticas dançada por dois rapazes, mas é também de salientar que as grandes farras entre amigos nos anos 50/70 eram chamadas “Kizombadas”.

O nosso conceito de música Kizomba nasceu em Angola na década de 80, com uma banda Angolana que na altura pertencia as forças armadas popular de libertação de Angola (FAPLA) que era denominado com o grupo os Fachos liderados por Abel do Semba.

Na dança destaca-se que o estilo de dança tem origem na danças da “Umbigada” (Semba), só para lembrar que alguns desses estilos têm influências de uma dança portuguesa (época da colonização) que se chama “Lundum“, que também era dançada a pares, mas que foi proibida, por ser considerada uma dança erótica.

Felizmente a dança/música voltou para ficar e o kizomba não é mais que o Lundum mais modernizado, mas com toda a sensualidade e erotismo renascido.

Deixo-vos um vídeo de um Kizomba bem conhecido:



Espero-vos numa próxima dança…


Fernanda Duarte

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História do Mambo

2009-03-05 Mambo

A história do mambo moderno tem início em 1939 quando Orestes López e Cachao López escreveram uma música danzón chamada “Mambo”, com o uso de ritmos derivados da música africana.

O mambo sofre uma forte influência do Jazz, uma vez que a maioria dos músicos emigrados tralhavam para os gangster Italo-Americanos, (que controlavam os casinos) e pretendiam agradar os cliente com o ritmo mais americano, aos poucos foi-se introduzindo o som latino; daí existir uma grande influência deste ritmo.

No final da década de 40, Perez Prado apresenta a forma de dançar o mambo. A partir de Havana este ritmo conquista o México e posteriormente EUA, mais precisamente Nova Iorque, onde sofre a sua maior evolução.

Em 1951, Perez Prado e sua Orquestra fazem uma tournée nos Estados Unidos, estabelecendo-se como o rei do mambo. Este é o verdadeiro criador do “Mambo #5“.

Em meados da década de 70, o mambo tornou-se a dança favorita em Nova Iorque, desenvolve-se e conquistou o mundo, sendo criada a nova moda – o “Latin Hustle“.

A Dança

O mambo é uma dança sensual e muito popular, com ritmos Cubanos e Africanos. A palavra “mambo” significa “conversa com os deuses” e é também o nome de um tambor (esses tambores eram utilizados para fins sagrados e rituais).

A influência da dança Danzon, misturada com a dança dos escravos haitianos chamada Cinquillo começam a definir a dança do Mambo.

A palavra vem do Voodoo (Haiti / Africano), bem como as suas ligações para descrever a sacerdotisa de Voodoo, no Haiti. No entanto, o Mambo como palavra africana significa “Coro ou Vozes”. Há em vários países significados diferentes, mas sempre místicos, definindo a dança como se fosse a adoração aos deuses.

Indica-se que a principal origem dos seus passos advém da dança do Orisha Shango.

Deixo-vos um vídeo de Mambo que todos conhecemos LA 33, com Pantera Mambo:



Espero-vos na próxima dança…


Fernanda Duarte

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História da Roda de Casino

2009-02-21 Roda de Casino

No final da década de 50, em Cuba, houve uma dança popular que era dançado nas ruas, nos clubes e em casas do povo. Esta dança era chamada de Casino Rueda, ou Rueda de Casino, ou simplesmente Rueda. A palavra “Rueda” significa Roda e “Casino” refere-se ás mudanças de pares e pausas que normalmente se faz a dançar na roda.

A forma da Rueda – passando parceiros na roda – é de origem colonial, que provavelmente serão uma mescla do francês Tribunal Danças (trazido pelos haitianos a Cuba) e das danças indígenas afro-cubanas. Recebe também influências da dança Western (época dos Cowboys), em que existe uma roda e a troca de pares é constante e em que todo o grupo apresenta os mesmos passos.

Na dança em roda de casino de salsa as frases mais comuns são:

- “dame una“;
-”dame dos con vuelta“;
-”exhíbela“;

Infelizmente, o regime pós revolução abafou uma série de actividades culturais populares, forçando-as à clandestinidade e quase desapareceram, a roda foi uma das proibições. Com a emigração cubana para os E.U.A. – especialmente com um grande afluência em Miami – a cultura cubana, música e dança floresceu aqui, e, juntamente com o Mambo, Cha Cha e a Salsa, as rodas de casino foram recuperadas em Miami, no início dos anos 90, e está rapidamente se difundiu pelo mundo inteiro.

Hoje em dia, há relatos de várias rodas em que existem relatos mais de 150 passos diferentes, cada passo tem um nome que o identifica e que serve de comando do líder para informar os restantes bailarinos da roda.

Deixo-vos um vídeo de típica roda de casino de salsa:



Espero-vos numa próxima dança…


Fernanda Duarte

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Dança dos Orishas - OYA

2009-02-19 Oya

O Santo Cubano que hoje falarei é de Oya, rainha dos ventos, senhora dos raios e das tempestades.

O Orisha de vento, fogo e relâmpagos. Representa o poder da mulher, da hurucánes e tornados. Ela mantém a porta do inferno. Seu complemento é a Católica Virgem de Candela. Ela é o Orisha dos cemitérios, e tem muito em comum com Changó.

Características de Oya:

Santo Cristão correspondente: Nosso Senhora da Candela
Princípio que se atribui: a Morte
Cor: Branco e Preto
Dia da semana: Quarta-Feira
Número: 9, 4, 11
Metais: Cobre
Ervas: Malmequer
Data: 04 de Dezembro (sincretismo)

Deixo-vos ficar este vídeo ilustrativo, daquilo que vos acabei de falar:



Até à próxima e boas danças…


Pedro Barros

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História da Salsa - FANIA RECORDS

2009-02-17 Fania All Stars

FANIA RECORDS está ligada ao nascimento e desenvolvimento da Salsa, foi fundada na cidade de Nova Iorque em 1964 pelo advogado Jerry Masucci e do grande compositor e músico Johnny Pacheco.

O nome Fania vem do título de uma composição escrita pelo cubano Reinaldo Bolaño. Uma nova versão da canção Fania, foi incluído Cañonazo disco (1964), de Johnny Pacheco, que tem a honra de ser o primeiro album com o rótulo Fania Records.

Fania começou começou como um rótulo Independente, em que Johnny Pacheco fazia a distribuição para as lojas a partir de porta-malas do seu carro. Após o ano de 1967, Fania, então dirigido por Jerry Masucci, embarcou numa agressivo e bem sucedido programa de gravação e promoção, lançando-a para a ribalta. Com a influência do compositor Willie Colón, um prodígio de Bronx, inicia-se a fazer fazer álbuns com: vocalistas Héctor Lavoe, Ismael Miranda e Rubén Blades,o seu sucesso foi imediato.

Fania promove a palavra SALSA, e, os anos 1970 foram o ponto culminante para ambas, que dominaram a mercado
Fania All Stars 1980

A pergunta que está a bombar na cabeça de todos é:
Quem é a banda Fania All Stars?

Esta banda foi instituída por Associação Navarra, na cidade de Nova Iorque, pela mão do grande maestro Johnny Pacheco. Desde a sua criação oficial em 1968, a Fania All Stars serve como um super-grupo, em que as maiores estrelas da música popular partilham o mesmo palco e, ao mesmo tempo, tenta-se unir os estilos de salsa, boogaloo, jazz latino e latino-alma. Lendas da música como Willie Colón, Hector Lavoe, Ray Barretto são apenas algumas das estrelas que têm contribuído para a saga da banda Fania All Stars.

Uma nova ERA começa para Fania com a aquisição do seu extenso catálogo de música em 2005 pela empresa Emusica. Em meados de 2006, esta produtora começou o seu relançamento da música clássica, que transformou a maneira que falamos, pensamos e dançamos…

Deixo-vos um vídeo com Fania All Stars e Mongo Santamaria:



Espero-vos numa próxima dança…


Fernanda Duarte

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Cha-cha-chá

2009-02-09 cha-cha-chá

Olá pessoal. Hoje venho falar-vos do cha-cha-chá.
Já há uns dias atrás, a Fernanda abordou este tema, debruçando-se um pouco sobre a história e a evolução deste estilo musical.

Porém, eu pretendo adoptar uma perspectiva um pouco mais prática, por verificar que ainda pouca gente sabe dançar cha-cha-chá.
Felizmente, os dj’s latinos estão a colocar cada vez mais cha-cha-chás nas noites latinas, porém, quanto a mim, estes ainda sabem a pouco. Parece-me que colocam pouco cha-cha-chá porque ainda pouca gente vai para a pista dançá-lo.

Relativamente à base, os homens deverão pisar com o pé direito no tempo 1, avançando com o pé esquerdo apenas no tempo 2 (o cha-cha-chá é dançado em tempo 2). De seguida, o homem deverá pisar novamente com o pé direito no tempo 3, marcando posteriormente o movimento cha-cha-chá para trás. Seguidamente, deverá marcar com o pé direito atrás no tempo 6, pisar com o esquerdo no 7 e avançar seguidamente em cha-cha-chá para a frente. Quanto aos movimentos de braços e aos passos, basta tentarem adaptar os passos que fazem na salsa para a marcação de cha-cha-chá. É bem mais fácil do que parece.

Deixo-vos com a sugestão de alguns cha-cha-chás da minha preferência:
Besame mama – Poncho Sanchez;
No Me Molestes Mas – Ray Barreto;
Sofrito – Mongo Santamaria;
Oye mi consejo – Tommy Olivencia;
Silencio – Tito Allen e Larry Harlow.

Deixo-vos, ainda, com um vídeo de uma aula de cha-cha-chá shines, na tentativa do vos dar algumas ideias e de estimular o hábito de dançar cha-cha-chá.




sbxuga

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