Blog : Didáctico

História do Samba de Gafieira

2010-06-23 Samba de Gafieira

Gafieira é o local onde se ía para dançar, começaram a aparecer por volta do fim do século XIX e início do século XX em diante, (tradicionalmente destinava-se para as classes mais humildes). O Samba de Gafieira era considerada uma dança de salão. As gafieiras sempre existiram no município do Rio de Janeiro, local de refugio para dançar. (Hoje em dia ainda existem diversas gafieiras).

Samba de Gafieira

Musicalmente, o samba de gafieira, é caracterizado por um ritmo sincopado, geralmente apenas tocado e tendo nos metais (trombones, saxofones e trompetes) a força de apoio para o arranjo instrumental da orquestra. Criado na década de 40, o estilo, influenciado pelas “big-bands“ americanas.

Tradicionalmente, é tocado por cordas (cavaquinho e vários tipos de violão) e variados instrumentos de percussão, no entanto por influência das orquestras americanas em voga a partir da segunda guerra mundial, passaram a ser utilizados também instrumentos como trombones e trompetes, e, por influência do choro, flauta e clarinete.

Samba de Gafieira é um género musical urbano, que nasceu e desenvolveu-se no Rio de Janeiro nas primeiras décadas do século XX. Em sua origem uma forma de dança, acompanhada de pequenas frases melódicas e refrães de criação anónima; foi divulgado pelos negros que migraram da Bahia na segunda metade do século XIX e instalaram-se nos bairros cariocas da Saúde e da Gamboa.

O Samba de Gafieira é uma variante do Samba original e, como tal, tem também as suas raízes africanas, como o Lundum e o Batú. A coreografia é acompanhada de música em compasso binário e ritmo sincopado. Surgiu nessa época o partido alto, expressão coloquial que designava alta qualidade e conhecimento especial, cultivado apenas por antigos conhecedores das formas antigas do samba.

Espero-vos numa próxima dança…


Fernanda Duarte

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História das Sevilhanas

2010-05-26 Sevilhanas

A sevilhana é uma dança de par. Normalmente o par é composto por homem e mulher, mas é igualmente comum ver-se duas mulheres a dançar. A dança é feita em séries de quatro e cada uma é coreografada de forma diferente, levando o nome da sua posição cronológica: “primeira”, “segunda”, “terceira” e “quarta”.

Existem várias versões sobre a sua origem, há quem indique que as Sevilhanas vêm mesmo de Sevilha e outros não concordam… mas em ambos os casos concordam que advém da evolução do Flamenco para uma música e dança mais viva, mais alegre, mais colorida…

Historicamente estas são derivadas de musica popular de Castela, apimentada com ritmos Árabes. Tecnicamente são uma evolução de músicas castelhanas, tem um padrão musical relativamente elevado, mas letras ricas baseadas na vida no campo, virgens, cidades, visinhanças e claro temas de amor. Estas são cantadas por uma grande abundancia de grupos locais, como Los Romeros de la Puebla, Los de Gines, Las corraleras de Utrera, Cantores de Hispalis e os Los del Rio. Todos os anos, dezenas de novos discos de sevilhanas são publicados.
Sevilhanas
As sevilhanas podem ser ouvidas em toda a Espanha, mas principalmente em feiras e festivais, incluindo na famosa Feira de Sevilha. Esta dança é constituída por passos base que se denominam de: “paseos”, as “pasadas”, os “remates” e os “careos”; no entanto podem ser criados e desenvolvidos passos e caracteristicas próprias de cada bailarino.

É uma dança temperamental que exige uma grande parte de improvisação nos movimentos e gestos, cabendo a cada bailarino dar o seu toque pessoal, colocando a tónica na graça – quando dançam duas mulheres -, no salero ou na sensualidade, quando o par é misto.

Em Portugal, as Sevilhanas ainda não estão muito implementado, começou a aparcer há uns anos, principalmente em Lisboa, mas está a começar a conquistar aos poucos outras cidades…

Espero-vos numa próxima dança…


Fernanda Duarte

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História do Forró

2010-04-27 Forró

A história do forró começou com o estilo xaxado, (por causa dos pés – a pisada), dança esta, que era coreografada individualmente, em 1920, no sertão pernambucano.

TUDO COMEÇOU “COM DOIS PRÁ LÁ, DOIS PRÁ CÁ – Em 1940, o velho LUA (Luís Gonzaga), começou a tocar safona em São Paulo, onde criou sua primeira música de forró, com o título: o “baião”, e ficou conhecido como o REI DO BAIÃO, estilo novo de dança, dançado a dois: “dois pra lá, dois pra cá”, a música era tocada com uma safona, um zabumba e um triângulo.

Somente a partir de 1990 é que o Forró se torna o estilo de música e dança que hoje conhecemos e aprendemos, saindo dos instrumentos: safona, zabumba e triângulo para o forró electrónico (guitarra, baixo e teclado), criando uma nova denominação – o “forró bate-coxa”.

Lendas e Mitos

Conta a história que o bando de cangaceiros de Lampião é que levou o xaxado para outras regiões do nordeste, inclusivé para os bailes do candeeiro ou o baile do fole, como era chamado carinhosamente a safona.
Forró
Palavra Existem 3 versões distintas:

Forró significa For All derivada da palavra em inglês; diz-se que estas palvarss estavam escritas nas portas dos bailes promovidos pelos ingleses em Pernambuco, no início do século, quando eles vieram para cá construir ferrovias.

A segunda versão é dada pelo historiador e pesquisador da cultura popular Luís da Câmara Cascudo, que diz que a origem é o termo africano “forrobodó”, que significaria festa, confusão.

Por fim a terceira,ainda hoje existe,em alguns povoados pequenos do Brasil em que Forró significa baile popular ou arrasta pé, onde se dança de tudo.

Deixo-vos uma música típica dos Aviões do Forró… Apreciem…



Espero-vos numa próxima dança…


Fernanda Duarte

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História do Reggae

2010-04-14 Bob Marley

O Reggae é um estilo de música desenvolvido na Jamaica e que está estreitamente ligado ao movimento Rastafari, embora não sejam universalmente populares entre Rastafarians. É considerado, por muitos, o verdadeiro “pai” do Rap mundial…

A primeira gravação de Reggae foi feita na América Latina, mais precisamente no Panamá, em meados da década de 1970. Devido ao grande número de emigrantes jamaicanos, que foram trabalhar na construção do canal do Panamá, trouxeram consigo a sua cultura e a sua música.

Nando Boom foi considerado o primeiro deejay raggamuffin do Panamá, mas o primeiro DJ de Ragga foi El General, que é o primeiro impulsinador do reggaeton. Há quem afirme que também o Reggaeton começou no Panamá, outros reconhecem o seu aparecimento em Porto Rico.
Reagge
O Raggamuffin (or ragga) é um tipo de reggae que inclui suporte digitalizado instrumentação, a partir dos meados da década de 80 existe uma introdução da House Music, misturando os dois estilos e tornando o reggae mais comercial.

O nome que imortalizou completamente o Raggae e para todo sempre foi o grande Bob Marley

Em 1985, o rapper porto riquenho Vico C, produziu um dos primeiros raggaes cantado em espanhol e misturando o hip hop, posteriormente foi viver para Nova Iorque e difundiu este estilo musical.

Reggae voltou a ser relançado novamente no Panamá, no início da década de 90, ao mesmo tempo que o Ragga se popularizava cada vez mais em Porto Rico. Era uma prática comum traduzir os originais de reggae jamaicano (a mesma música e ritmo, mas com letras traduzidas para espanhol). Nascendo assim o Reggaeton…
História do Reggaeton

Deixo-vos um vídeo de Bob Marley, com uma das músicas que o imortalizou…



Espero-vos numa próxima dança…


Fernanda Duarte

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A Dança como meio Terapeutico

2010-04-07 Dança como meio terapêutico

“A dança reúne características fundamentais para a realização do humano enquanto indivíduo, ou seja, dá origem ao conhecimento do corpo, da relação psique-corpo e ao conhecimento de si. Actua no corpo anatómico, no corpo social e no corpo psíquico do homem. A gestualidade, a movimentação, a criatividade e a expressão, são partes de sua estrutura.

Com a convicção de que cada pessoa é um dançarino em potencial, a dança vem com o objectivo de ajudar o homem moderno a encontrar uma relação corporal com uma totalidade da própria existência.

Neste sentido, o uso de repetição é normal. Os movimentos devem incluir todo o corpo, e não se deve exigir precisão para não impor restrições à individualidade. A aprendizagem da dança desde suas primeiras etapas, tem como principal objectivo ensinar formas de viver, mover-se e expressar-se no ambiente que rege a vida.

A criatividade é estimulada no sentido de que todos possam ir criando e improvisando os próprios movimentos, suas próprias coreografias, descobrindo novos movimentos, outras possibilidades de aberturas das articulações do corpo, outros ritmos.

A dança fluindo de dentro, fortalecendo e estimulando a criatividade, o desenvolvimento da auto-imagem e da autoconfiança.
Dança como meio terapêuticoÀ medida que conhecemos os conteúdos presentes no corpo, podemos redimensionar atitudes, reconhecer necessidades, explorar novas percepções e transformar a qualidade da própria vida e, quando integrada ao quotidiano da pessoa, fornece novos níveis de sensibilidade, percepção e consciência.

Deste modo, dança é uma forma de expressão artística que está relacionada com a cultura de uma sociedade num determinado momento histórico. Este contexto gera, certamente, influência sobre a manifestação de gestos e movimentos livres de cada indivíduo, constituindo uma dança particular repleta de conteúdos, que podem ou não ser percebidos. Neste sentido, o corpo é um meio por onde emoções afloram e estímulos são captados.

A experimentação de diversas formas de dança e de dançar pode proporcionar, a nós alunos, a oportunidade de perceber as manifestações de nossas emoções além de nos permitir reflectir a respeito do potencial terapêutico da dança.
Dança como meio terapêuticoPor fim, a dança é uma forma de emancipação para as pessoas quando tratada metodologicamente como fonte de conhecimento. Portanto a relação terapêutica é aquela que reconhece que ao paciente cabe o desejo de cuidar-se. O terapeuta é um instrumento para auxiliar a pessoa a compreender-se como agente de sua própria vida.”

Autores: Roberta Ferreira Soares, Maria Carolina Vita Nunes e Rosangela Lodi Queiroz

Deste modo, podemos concluir, que dançar faz bem e recomenda-se… ;)
“No pares, sigue, sigue…no pares !!!”


Pedro Barros

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Alma de África - São Tomé e Príncipe

2010-03-03 Bligá

Ússua É uma dança de salão, cheia de glamour e elegância , em que os pares são conduzidos por um mestre-de-cerimónias, ao ritmo lento do tambor, do pito daxi (flauta) e da corneta. Todos os bailarinos vestem trajes tradicionais: as mulheres de saia e quimono, xaile ou pano de manta; os homens trazem chapéus de palhinha e usam no braço uma toalha bordada (que serve para limpar o suor do rosto).

Dexa Típica da ilha do Príncipe de raízes angolanas. Ao ritmo de um tambor e de uma corneta, diversos pares executam elegantes danças de roda. As letras são quase sempre humorísticas, ou mesmo de escárnio. A dexa é dançada durante horas inteiras, apenas com ligeiras modificações na sua toada musical.

Puita Provavelmente com raízes Angolanas, a puita é uma dança fortemente erótica, em que o tambor avança de forma frenética, obsessiva, sensual, pela noite dentro. Homens e mulheres formam filas indianas e, à mistura com alguns rodopios, corpos colados simulando situações de sexualmente explícita. Mormalmente é dançada após a morte de um parente, nos dias de luto, uma puita é feita em sua homenagem. Hoje em dia, a puíta é tocada em muitas outras ocasiões, sendo uma das formas de música mais populares em S. Tomé.
São Tomé e Principe
A puita pode ser encomendada com outros objectivos, o d’jambi é um ritual com poderes curativos, semelhante à macumba brasileira. Os curandeiros, ao dançarem, entram em transe, submetendo então o doente a práticas rituais onde são invocadas figuras sobrenaturais e estabelecidos contactos com espíritos de indivíduos falecidos. São também frequentes fenómenos de insensibilidade ao cansaço e à dor (dançada durante a noite inteira, caminhar sobre brasas, ferir o próprio corpo, etc.). As autoridades coloniais e religiosas tentaram sempre proibir os d’jambi devido às suas óbvias conotações com a feitiçaria e os rituais animistas do continente africano.

Bligá (ou jogo do pau) É um misto de dança e jogo lúdico, em que a destreza e o vigor físico do jogo do pau transmontano, aliam-se a uma sofisticada corporalidade e gestual idade que fazem por vezes lembrar certas artes marciais orientais. O bligá (que significa brigar) foi certamente, tal uma das danças que deu origem a capoeira. Este estilo era usado pelos escravos, que usavam como uma arte de autodefesa sem que as autoridades se apercebessem.

Espero-vos numa próxima dança…


Fernanda Duarte

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História do Fado - Parte III

2010-01-20 Fado

Após o 25 de Abril, o fado entrou em crise, devido ao desinteresse do público.
Nos anos 70 essa crise é provocada principalmente por factores políticos. A conotação que o fado tinha com o regime Salazarista e o espírito progressista da revolução não se identificava com uma música saudosista, tradicionalista e virada para o passado.

Durante os anos 80 essa crise manteve-se, já não relacionada com a questão política, foi uma geração de abertura, dos estrangeirismos e de tentativa de evolução…Inicio do rock português e das musicas e letras mais agressivas. A “comemoração” da liberdade, com isto aparecem estilos musicais diferentes e que até ao final dos anos 70 quase desconhecidos do povo português.

Esta geração de 80, ao mesmo tempo que repudiava a música de intervenção dos anos 70, continuava a considerar o fado como retrógrado, herança e símbolo do regime Salazarista, por um lado e música triste e nostálgica, contrastante com espírito festivo e futurista do rock, por outro.
A Diva do Fado
Esta crise vai começando a desaparecer no final da década de 90, quando o contributo de fadistas como Mísia e Paulo Bragança rompem com os preconceitos existentes, através de uma alteração estética, ao nível musical, poético, do vestuário, do discurso e postura em palco. Ou seja, revolucionam a imagem do fado, dando-lhe uma imagem “fresca”, livre e moderna, deixando novamente a população, principalmente a camada jovem, a olhar o Fado com algo mais actual…

Com tudo isto o fado é ouvido, editado e premiado no estrangeiro. Há um movimento internacional de resposta à globalização e à massificação do mercado. Tudo isto faz renascer o fado novamente em Portugal, passando novamente a ideia do Fado como o nossa origem.

O fado fica eternamente ligado ao mar, à tristeza e sofrimento. Com tudo isto renascem as casas de fado, os shows, etc… Iniciou-se uma nova era com a primeira edição do Lisboa Fado Festival que foi em 2000. E ressaltam nomes como Teresa Salgueiro e a nossa mais internacional Mariza

Hoje em dia o Fado está de volta e é considerado o bem mais valioso do nosso património…
Deixo-vos o vídeo de uma dos meus fados favoritos Chuva de Mariza, espero que gostem…



Espero-vos numa próxima dança…


Fernanda Duarte

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História do Reggaeton

2009-12-29 Reggaeton

O Reggaeton – pronuncia-se Reguetón – misturas todas as músicas com o hip hop; recebendo influências da música electrónica, mas também de músicas mais tradicionais como: bomba, plena, salsa, etc…

No meio da década de 90, Porto Rico produzia já os seus próprios “riddims”, com claras influências de hip hop e outros estilos. Estas são consideradas as primeiras gravações de reggaeton, inicialmente chamada de “under”, uma curta forma de “Underground”.

As músicas de Reggaeton abrangem temas que vão desde a realidade da rua, a vida pessoal, mal-entendidos, gangues, amar ou simplesmente o dançar. É muito popular em festas e geralmente é dançada a par numa mistura muito senual que carinhosamente se deu o nome de: “doggie style”. Foi também apelidada de “Dirty Dancing”. Reggaeton podes também pode ser dançada como “luta” de dança, ou seja, como se houvesse uma competição entre grupos de bailarinos, normalmente dançado somente entre mulheres.

Este género musical tem crescido ao longo dos últimos anos e está começando a atingir reconhecimento internacional. O maior hit foi durante o ano de 2005, com a música “Gasolina”, de Daddy Yankee, cantor porto riquenho.

A imortalização do Reggaeton foi a conquista do mundo e criando diversos seguidores em todo o mundo. Os artistas que neste momento se destacam neste género musical são: Tego Calderón, Fat Joe, Wyclef Jean, Cypress Hill, Toño Rosario e os consagrados 50 Cent.

A partir de agora não confundam as danças nem as músicas…
Desejo para 2010—->DJ esqueçam a Salsaton…
Agora deixo-vos um workshop de Reggaeton para que passam verificar as diferenças…
p=.

Espero-vos numa próxima dança…


Fernanda Duarte

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História da Capoeira

2009-12-16 Capoeira

Os escravos trouxeram consigo para o Novo Mundo as suas tradições culturais e religião. A união entre os escravos contra a opressão tornou-os num povo único, independente da sua origem. As sensalas eram os locais onde os negros praticavam a capoeira no período nocturno. (local onde eram colocados para dormir). Esta é uma das explicações para o facto de que a maioria dos golpes de capoeira são aplicados com os pés, isto é devido à forma como eram acorrentados,ou seja, pelos braços deixando as pernas livres para o treino.

Os escravos que conseguiam fugir e refugiar-se nos quilombos, praticavam capoeira como técnica de combate contra os ataques das tropas coloniais.

A Capoeira foi desenvolvida pelos escravos do Brasil como forma de resistir aos seus opressores, praticar em segredo a sua arte, transmitir a sua cultura e melhorar o seu moral. Havia quem indicasse que a capoeira era uma forma dos escravos treinarem a luta disfarçada de dança e até aos dias de hoje ambas se conjugam… dança e luta…

Há registos da prática da capoeira nos séculos XVIII e XIX nas cidades de Salvador, Rio de Janeiro, e Recife, no entanto esta foi considerada subversiva durante anos, a sua prática era proibida e duramente reprimida. Devido a essa repressão, a capoeira quase se extinguiu no Rio de Janeiro.

Mestre BimbaEm 1932, Mestre Bimba fundou a primeira academia de capoeira do Brasil, acrescentou movimentos de artes marciais e desenvolveu um treinamento sistemático para a capoeira, estilo que passou a ser conhecido como Regional.
Mestre Pastinha pretendia manter as origens e tradições da capoeira com um jogo matreiro, de disfarce e ludibriação, estilo que passou a ser conhecido como Angola.
A dedicação desses dois grandes mestres, fez com que a capoeira deixasse de ser marginalizada proibida.

Roda de capoeira é um círculo de pessoas em que é jogada/dançada a capoeira.
Os capoeiristas agrupam-se em roda, batem palmas ao ritmo do berimbau e cantam as músicas, enquanto dois capoeiristas lutam capoeira. O luta/dança entre dois capoeiristas pode terminar ao comando do capoeirista no berimbau ou quando se inicia um novo jogo com um deles.

A orquestra dos grupos de Angola é normalmente configurada assim: ao centro da orquestra um berimbau berra-boi ou gunga (com a maior cabaça) que faz o som grave, do lado direito um berimbau gunga ou médio (com a cabaça média) que faz um som intermediário, do lado esquerdo um berimbau viola (com a cabaça menor) que faz o som agudo. Ao lado do gunga vão por ordem o atabaque, um pandeiro e um agogô, já ao lado do viola vão: mais um pandeiro e um reco-reco.

A ginga é o movimento básico da capoeira, é um movimento de pernas no ritmo do toque que lembra a dança; para além da ginga são muito comuns as rotações, rasteiras, golpes com as mãos, cabeçadas (com o objectivo principal de desequilibrar), esquivas, saltos, mortais, giros apoiados nas mãos e na cabeça, movimentos acrobáticos e de grande elasticidade e movimentos próximos ao solo.

Hoje em dia, a Capoeira conquistou totalmente Portugal e é praticada em todo o país… Luta e Dança conjugadas num só… Embora a música nada tenha a ver com as tradições, deixo-vos um vídeo com alguns movimentos…



Espero-vos numa próxima dança…


Fernanda Duarte

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História das Danças do Brasil

2009-12-03 Lundum

Lundu (landum, lundum, londu) é dança e canto de origem africana introduzido no Brasil provavelmente por escravos de Angola. Confundido inicialmente com o batuque africano, considerado indecente e lascivo nos documentos oficiais, que proibiam sua apresentação nas ruas e teatros, o lundu até aos fins do século XVIII era considerado uma dança africana do Brasil, mas após esta data tornou-se uma dança oficial no Brasil.

Modinha é considerada um género de composição musical portuguesa, provavelmente surgida das elites governantes no Brasil Colónia. Por volta do século XVII, já se ouvia pelas ruas da Bahia uma música tocada na viola com marcação em staccato que tinha letra de caracter pagão.

Baião sua origem remonta ao século XIX, no nordeste do país, mas faltam informações precisas para esse início. Segundo alguns, a palavra vem de “ baiano”. O baião veio do lundu e era dançado em roda; um dos presentes intimava os outros a dançar por meio de umbigadas e toques de castanholas. A popularização do ritmo se deu mesmo a partir da década de 40, com Luiz Gonzaga, pernambucano que veio para o Rio de Janeiro e gravou inúmeras músicas, que falavam do cotidiano nordestino.
Xote

Xote ritmo de origem européia que surgiu dos salões aristocráticos da época da Regência – final do séc XIX. Conhecido originalmente com o nome schottisch, dominou no período do Segundo Reinado incorporando-se depois às funções populares urbanas, passando a ficar conhecido como chótis e finalmente xote. Saiu dos salões urbanos para incorporar-se às regiões rurais, onde muitas vezes aparece com outras denominações.

Xaxado o nome provém do som que os sapatos faziam no chão ao se dançar; é uma dança do agreste e sertão pernambucano, bailada inicialmente somente por homens, que remonta da década de 20. O acompanhamento era puramente vocal, melodia simples, ritmo ligeiro, e letra agressiva e satírica. Tornou-se popular pelos cangaceiros do grupo de Lampião. Quadrilha Junina

Côco é uma dança de roda do norte e nordeste do Brasil, fusão da musicalidade negra e cabocla. Acredita-se que tenha nascido nas praias, daí a sua designação. O ritmo sofreu várias alterações com o aparecimento do baião nas caatingas e agreste. Como compositor que popularizou o ritmo podemos citar Jackson do Pandeiro.

As quadrilhas juninas são de natureza rural, da tradição européia, do culto ao fogo, anteriores ao cristianismo. A Igreja Cristã adaptou a festa de São João para absorver os cultos agrários pagãos. No Brasil a festa é acompanhada de muita música e dança: a quadrilha (dança das Cortes européias), o baião, o xote entre outros…

Espero-vos numa próxima dança…


Fernanda Duarte

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