Blog : Didáctico
História do Flamenco
2010-08-18
O flamenco é um estilo musical e um tipo de dança fortemente influenciado pela cultura cigana, mas que tem raízes mais profundas na cultura musical mourisca, influência de árabes e judeus. A cultura do flamenco é associada principalmente à Andaluzia na Espanha, e tornou-se um dos ícones da música espanhola e até mesmo da cultura espanhola em geral.
O flamenco inicialmente era apenas cantado, somente depois começou a ser acompanhado por guitarra, palmas, sapateado e foi criada a dança Foram introduzidos novos instrumentos como o “cájon” (adaúfe) e as castanholas que são hoje imagem de “marca”.
Em 1499, foi imposto pelo monarca de Espanha que todos os mouros, judeus e ciganos que viviam no país fossem batizados, caso não aceitassem eram deportados para África ou mortos. Assistiu-se à fuga de mouros, ciganos e judeus para as montanhas e regiões rurais, para desta forma fugirem a esta imposição.
Foi nesta situação social e economicamente difícil que as culturas musicais de judeus, ciganos e mouros começaram a fundir-se no que se tornaria a forma básica do flamenco: o estilo de cantar dos mouros, que expressava a sua vida difícil na Andaluzia, as diferentes “compas” (estilos rítmicos), palmas ritmadas e movimentos de dança básicos. Muitas das músicas flamencas aindas reflectem o espírito desesperado, a luta, a esperança, o orgulho e as festas nocturnas durante essa época.
O flamenco foi criado das palavras felag mengu (que significa “camponês de passagem” ou “fugitivo camponês”).

Por volta de 1847, começaram a crescer em importância os chamados “Cafés Cantantes”, bares, onde havia “recitais” da Arte Flamenca. Foi o pontapé inicial para a fase áurea do flamenco, compreendida entre 1870 e 1920.
A guitarra flamenca, e a muito parecida guitarra clássica, são descendentes do alaúde. Pensa-se que as primeiras guitarras terão aparecido em Espanha no século XV. Em 1922, um dos maiores escritores espanhóis, Federico García Lorca e o compositor de renome Manuel de Falla organizaram a “Fiesta del cante jondo”, um festival de música folclórica dedicada ao “cante jondo”. Fizeram-no a fim de estimular o interesse no flamenco que nessa altura estava fora de moda. Dois dos mais importantes poemas de Lorca, “Poema del cante jondo” e Romancero gitano”, mostram a fascinação que este tinha pelo flamenco.
O flamenco é actualmente dividido em três categorias:
Flamenco Jondo ou flamenco antigo, é a forma mais tradicional do flamenco.
Flamenco Clássico, tocado de forma mais moderna que utiliza técnicas novas tanto para a guitarra flamenca quanto para a dança flamenca e para o cante flamenco.
Flamenco Contemporâneo, trata-se do flamenco jondo e clássico somados ao jazz e ao fusion.
Em Portugal, o Flamenco está implementado em diversas cidades e é cada vez mais uma dança, temos alguns bailarinos conceituados, mas o nome imortal é do espanhol Joaquim Cortez que conquistou o mundo inteiro, com uma energia única…
Deixo-vos um vídeo do fabuloso Joaquim Cortez para que possa apreciar…
Espero-vos numa próxima dança…
Nota: A maioria da informação foi retirada da wikipédia
Fernanda Duarte
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História da Charanga
2010-07-28
Charanga é um termo dado a conjuntos de dança e música tradicional cubana. Consistia da evolução do Danzon, com fortes influências do son Cubano.
Este estilo musical era muito popular em cuba na década de 1940 e sua música consistia na utilização de instrumentos europeus, como o violino e flauta, mas com um ritmo mais latino, mais cubano. Poderá dizer-se que é uma mescla da europa, com cuba e áfrica. Em espanhol, charanga é um nome genérico para uma banda que toca música, festas populares.
A música Charanga é composta por sons com uma forte ênfase rítmica (influência do Africano e Espanhol), que incorpora também a improvisação dentro de sua estrutura, e é assim tanto uma forma de música altamente estruturadas e espontâneas.
A idade de ouro de Cuba – Charanga começou na década de 30 e prolongou-se até ao inicio da década de 50, quando havia três Orquestas famosos: Arcaño y sus Maravillas, Orquesta América e Orquesta Aragón.
Na história da Charanga existem duas fases bem demarcadas musicalemente, a primeira ainda sob uma forte influência do Danzon e da música mais europeia e, a partir de dos anos 40 e 50 já com uma forte influência do Son Cubano, o Mambo, as Pachangas e o ChaChaCha.
Espero-vos numa proxima dança…
Fernanda Duarte
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História da Pachanga
2010-07-21
A Pachanga é um género musical que nasceu em Cuba no final da década de 50. Davidson Eduardo e José Luís Fajardo são considerados os criadores deste género musical. Consiste na fusão de quase todos os géneros muscais latinos, como o merengue, conga, rumba e cumbias; no entanto é o estilo musical que mais se fundiu com o Boogaloo.
No início dos anos 60, a Pachanga foi particularmente popular nos EUA, principalmente em Nova Iorque, por ser um estilo mais rápido, mais festivo e lúdico. Um bom exemplo disso é a música de Célia Cruz que se intitula exactamente La Pacanga.
Hoje em dia a Pachanga é uma mistura de reggae e música latina, está cada vez mais interligada com o Rap e Hip Hop, marcando uma nova geração, com artistas latinos mais populares que incluíram na pachanga batidas de hip hop e letras sensuais, mas sem nunca descurar a ideia original da pachanga.
Actualmente, o termo Pachanga é utilizada para descrever as formas mais comerciais da música de dança latina. Em Espanha, o termo é usado para descrever algo mais populista, ultra-música, musica mais cativante e simples, com ritmos muito monótonos.
Este termo é usado muitas vezes de forma depreciativa, como se fosse uma evolução do Boogaloo, mas de uma forma mais. Este tipo de música é tocada, principalmente em festas populares, festivais da cidade, bares de praia ou “fiestas”.
Espero-vos numa próxima dança…
Fernanda Duarte
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História do Boogaloo
2010-07-07
Na década de 1950 e 60, Africano americanos nos Estados Unidos ouviu vários estilos de música, incluindo jump blues, R & B e doo-wop. Os porto-riquenhos em Nova Iorque, compartilhada por estes sabores, mas também ouviu géneros como mambo e o chachacha. Boogaloo foi o resultado desta mistura, uma fusão de muitos estilos, incluíndo o Son Montuno cubano, guajira, guaracha e mambo e mais singular, Rn’ B e soul.
Boogaloo foi a primeira forma de música latina que se tornou mais funky, mais groove, captando mais fãs uma vez que as músicas eram cantadas em inglês.
A palavra Boogaloo foi inventada provavelmente por volta de 1966 por Richie Ray e Bobby Cruz.
A música boogaloo com mais sucesso nos anos 60 foi “Bang Bang” de Joe Cuba Sextet, que alcançou sucesso sem precedentes para a música latina nos Estados Unidos em 1966, quando vendeu mais de um milhão de cópias.
Boogaloo conquistou o público americano devido a este som ser mais acessivel e mais dançável para fora do mundo latino habitual. Artistas como Jimmy Sabater Cuba e Joe Boogaloo foram uns dos maiores impulsionadores deste estilo musical, em Nova Iorque, tocando em locais como o Palm Gardens Ballroom.
Muitos dos músicos Boogaloo sofrem profundamente influenciadas pelo Rn’ B, jazz e bandas de Doo Wap da época. Historiador musical Juan Flores, no seu trabalho académico sobre Boogaloo intitulado “Cha Cha With a Backbeat”, considera a música “I Like It Like That” o maior ex libres da música de boogaloo, demarcando que este estilo músical nasceu em 1961.

Por volta de 1966, as músicas “Bang Bang”, “Boogaloo Pete” e “I Like it Like That” conquistaram na totalidade o povo americano. Durante o seu apogeu de quase todas as grandes bandas Latina gravaram boogaloos, incluindo Ray Barretto, El Gran Combo e até mesmo Eddie Palmieri, entre muitos outros.
Inicialmente não havia uma estrutura de dança do boogaloo, nem padrões associados, portanto este tipo musical tinha que ser uma dança de estilo livre, dançada a solo emovimentos soltos ao som da música.
Richie Ray gravou o albummais inovador em 1967, o Jala Jala Y Boogaloo e a canção “Boogaloo Pete’s”, escrito pelo trompetista Tony Pabon, foi a primeira canção boogaloo latim para ser tocada no rádio.
Palladium perdeu a sua licença de venda de alcool e fechou e com ele foi-se esquecendo o boogaloo. Embora o apogeu do boogaloo foi breve, a forma de música e dança continua a resistir. No final da década de 1990, Nito Nieve relança a música “I Like It Like That”, acrescentando, hip hop, rap e estilos House Music para este padrão antigo.
Bandas de Salsa contemporânea continuam a reviver boogaloos antigos e criar novas versões dessas músicas que cada vez se tornam imortais.
Espero-vos numa próxima dança…
Fernanda Duarte
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História do Samba de Gafieira
2010-06-23
Gafieira é o local onde se ía para dançar, começaram a aparecer por volta do fim do século XIX e início do século XX em diante, (tradicionalmente destinava-se para as classes mais humildes). O Samba de Gafieira era considerada uma dança de salão. As gafieiras sempre existiram no município do Rio de Janeiro, local de refugio para dançar. (Hoje em dia ainda existem diversas gafieiras).
Samba de Gafieira
Musicalmente, o samba de gafieira, é caracterizado por um ritmo sincopado, geralmente apenas tocado e tendo nos metais (trombones, saxofones e trompetes) a força de apoio para o arranjo instrumental da orquestra. Criado na década de 40, o estilo, influenciado pelas “big-bands“ americanas.
Tradicionalmente, é tocado por cordas (cavaquinho e vários tipos de violão) e variados instrumentos de percussão, no entanto por influência das orquestras americanas em voga a partir da segunda guerra mundial, passaram a ser utilizados também instrumentos como trombones e trompetes, e, por influência do choro, flauta e clarinete.
Samba de Gafieira é um género musical urbano, que nasceu e desenvolveu-se no Rio de Janeiro nas primeiras décadas do século XX. Em sua origem uma forma de dança, acompanhada de pequenas frases melódicas e refrães de criação anónima; foi divulgado pelos negros que migraram da Bahia na segunda metade do século XIX e instalaram-se nos bairros cariocas da Saúde e da Gamboa.
O Samba de Gafieira é uma variante do Samba original e, como tal, tem também as suas raízes africanas, como o Lundum e o Batú. A coreografia é acompanhada de música em compasso binário e ritmo sincopado. Surgiu nessa época o partido alto, expressão coloquial que designava alta qualidade e conhecimento especial, cultivado apenas por antigos conhecedores das formas antigas do samba.
Espero-vos numa próxima dança…
Fernanda Duarte
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História das Sevilhanas
2010-05-26
A sevilhana é uma dança de par. Normalmente o par é composto por homem e mulher, mas é igualmente comum ver-se duas mulheres a dançar. A dança é feita em séries de quatro e cada uma é coreografada de forma diferente, levando o nome da sua posição cronológica: “primeira”, “segunda”, “terceira” e “quarta”.
Existem várias versões sobre a sua origem, há quem indique que as Sevilhanas vêm mesmo de Sevilha e outros não concordam… mas em ambos os casos concordam que advém da evolução do Flamenco para uma música e dança mais viva, mais alegre, mais colorida…
Historicamente estas são derivadas de musica popular de Castela, apimentada com ritmos Árabes. Tecnicamente são uma evolução de músicas castelhanas, tem um padrão musical relativamente elevado, mas letras ricas baseadas na vida no campo, virgens, cidades, visinhanças e claro temas de amor. Estas são cantadas por uma grande abundancia de grupos locais, como Los Romeros de la Puebla, Los de Gines, Las corraleras de Utrera, Cantores de Hispalis e os Los del Rio. Todos os anos, dezenas de novos discos de sevilhanas são publicados.

As sevilhanas podem ser ouvidas em toda a Espanha, mas principalmente em feiras e festivais, incluindo na famosa Feira de Sevilha. Esta dança é constituída por passos base que se denominam de: “paseos”, as “pasadas”, os “remates” e os “careos”; no entanto podem ser criados e desenvolvidos passos e caracteristicas próprias de cada bailarino.
É uma dança temperamental que exige uma grande parte de improvisação nos movimentos e gestos, cabendo a cada bailarino dar o seu toque pessoal, colocando a tónica na graça – quando dançam duas mulheres -, no salero ou na sensualidade, quando o par é misto.
Em Portugal, as Sevilhanas ainda não estão muito implementado, começou a aparcer há uns anos, principalmente em Lisboa, mas está a começar a conquistar aos poucos outras cidades…
Espero-vos numa próxima dança…
Fernanda Duarte
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The Palladium Ballroom
2010-05-05
O edificio foi criado em 1927, pelo arquitecto Thomas W. Lamb e originalmente chamado de Music Academy.
O Palladium Ballroom foi o principal ponto de referência de toda a comunidade latina durante quase 2 décadas, ficava situado num segundo andar na 53th Street e a Broadway, em Nova Iorque. Conquistou o mundo latino entre os anos de 1948 até seu encerramento em 1966.
Foi em 1948, que o promotor musical Federico Pagani se aproximou do proprietário Palladium, Max Hyman, tentando conquistar o local para fazer matinés, ao domingo, com música latina. Com estas matinés o sucesso foi absoluto e foi assim que Palladium Ballroom se tornou a “casa” de muitos músicos e bailarinos. Durante esta Era apareceram inumeros nomes, que ficaram eternamente ligados à Geração Palladium, tais como: Arsenio Rodriguez, Tito Puentes, Tito Rodriguez, Manchito, Célia Cruz, Ismael Rivera, Miguelito Valdés, entre muitos outros…

Após os encerramento foi novamente um aberto pelo magnata William Fox, e funcionou como uma sala de cinema de luxo até ao ano de 1970.
A partir de 1971 também foi utilizado como um local de concertos de rock para preencher uma lacuna deixada pelo encerramento do Fillmore East. O Palladium foi rebatizado, em 1976, e continuou a servir como uma sala de concertos na década seguinte.
O Palladium foi fechado e demolido em 1998. Adquirido pela Universidade de Nova Iorque e, após a demolição, foram construidas 12 moradias, que serve de residência de mais de 1000 alunos, mas mantendo o nome de Palladium.
Espero-vos numa próxima dança…
Fernanda Duarte
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História do Forró
2010-04-27
A história do forró começou com o estilo xaxado, (por causa dos pés – a pisada), dança esta, que era coreografada individualmente, em 1920, no sertão pernambucano.
TUDO COMEÇOU “COM DOIS PRÁ LÁ, DOIS PRÁ CÁ – Em 1940, o velho LUA (Luís Gonzaga), começou a tocar safona em São Paulo, onde criou sua primeira música de forró, com o título: o “baião”, e ficou conhecido como o REI DO BAIÃO, estilo novo de dança, dançado a dois: “dois pra lá, dois pra cá”, a música era tocada com uma safona, um zabumba e um triângulo.
Somente a partir de 1990 é que o Forró se torna o estilo de música e dança que hoje conhecemos e aprendemos, saindo dos instrumentos: safona, zabumba e triângulo para o forró electrónico (guitarra, baixo e teclado), criando uma nova denominação – o “forró bate-coxa”.
Lendas e Mitos
Conta a história que o bando de cangaceiros de Lampião é que levou o xaxado para outras regiões do nordeste, inclusivé para os bailes do candeeiro ou o baile do fole, como era chamado carinhosamente a safona.

Palavra Existem 3 versões distintas:
Forró significa For All derivada da palavra em inglês; diz-se que estas palvarss estavam escritas nas portas dos bailes promovidos pelos ingleses em Pernambuco, no início do século, quando eles vieram para cá construir ferrovias.
A segunda versão é dada pelo historiador e pesquisador da cultura popular Luís da Câmara Cascudo, que diz que a origem é o termo africano “forrobodó”, que significaria festa, confusão.
Por fim a terceira,ainda hoje existe,em alguns povoados pequenos do Brasil em que Forró significa baile popular ou arrasta pé, onde se dança de tudo.
Deixo-vos uma música típica dos Aviões do Forró… Apreciem…
Espero-vos numa próxima dança…
Fernanda Duarte
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História do Reggae
2010-04-14
O Reggae é um estilo de música desenvolvido na Jamaica e que está estreitamente ligado ao movimento Rastafari, embora não sejam universalmente populares entre Rastafarians. É considerado, por muitos, o verdadeiro “pai” do Rap mundial…
A primeira gravação de Reggae foi feita na América Latina, mais precisamente no Panamá, em meados da década de 1970. Devido ao grande número de emigrantes jamaicanos, que foram trabalhar na construção do canal do Panamá, trouxeram consigo a sua cultura e a sua música.
Nando Boom foi considerado o primeiro deejay raggamuffin do Panamá, mas o primeiro DJ de Ragga foi El General, que é o primeiro impulsinador do reggaeton. Há quem afirme que também o Reggaeton começou no Panamá, outros reconhecem o seu aparecimento em Porto Rico.

O Raggamuffin (or ragga) é um tipo de reggae que inclui suporte digitalizado instrumentação, a partir dos meados da década de 80 existe uma introdução da House Music, misturando os dois estilos e tornando o reggae mais comercial.
O nome que imortalizou completamente o Raggae e para todo sempre foi o grande Bob Marley…
Em 1985, o rapper porto riquenho Vico C, produziu um dos primeiros raggaes cantado em espanhol e misturando o hip hop, posteriormente foi viver para Nova Iorque e difundiu este estilo musical.
Reggae voltou a ser relançado novamente no Panamá, no início da década de 90, ao mesmo tempo que o Ragga se popularizava cada vez mais em Porto Rico. Era uma prática comum traduzir os originais de reggae jamaicano (a mesma música e ritmo, mas com letras traduzidas para espanhol). Nascendo assim o Reggaeton…
História do Reggaeton
Deixo-vos um vídeo de Bob Marley, com uma das músicas que o imortalizou…
Espero-vos numa próxima dança…
Fernanda Duarte
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A Dança como meio Terapêutico
2010-04-07
“A dança reúne características fundamentais para a realização do humano enquanto indivíduo, ou seja, dá origem ao conhecimento do corpo, da relação psique-corpo e ao conhecimento de si. Actua no corpo anatómico, no corpo social e no corpo psíquico do homem. A gestualidade, a movimentação, a criatividade e a expressão, são partes de sua estrutura.
Com a convicção de que cada pessoa é um dançarino em potencial, a dança vem com o objectivo de ajudar o homem moderno a encontrar uma relação corporal com uma totalidade da própria existência.
Neste sentido, o uso de repetição é normal. Os movimentos devem incluir todo o corpo, e não se deve exigir precisão para não impor restrições à individualidade. A aprendizagem da dança desde suas primeiras etapas, tem como principal objectivo ensinar formas de viver, mover-se e expressar-se no ambiente que rege a vida.
A criatividade é estimulada no sentido de que todos possam ir criando e improvisando os próprios movimentos, suas próprias coreografias, descobrindo novos movimentos, outras possibilidades de aberturas das articulações do corpo, outros ritmos.
A dança fluindo de dentro, fortalecendo e estimulando a criatividade, o desenvolvimento da auto-imagem e da autoconfiança.
À medida que conhecemos os conteúdos presentes no corpo, podemos redimensionar atitudes, reconhecer necessidades, explorar novas percepções e transformar a qualidade da própria vida e, quando integrada ao quotidiano da pessoa, fornece novos níveis de sensibilidade, percepção e consciência.
Deste modo, dança é uma forma de expressão artística que está relacionada com a cultura de uma sociedade num determinado momento histórico. Este contexto gera, certamente, influência sobre a manifestação de gestos e movimentos livres de cada indivíduo, constituindo uma dança particular repleta de conteúdos, que podem ou não ser percebidos. Neste sentido, o corpo é um meio por onde emoções afloram e estímulos são captados.
A experimentação de diversas formas de dança e de dançar pode proporcionar, a nós alunos, a oportunidade de perceber as manifestações de nossas emoções além de nos permitir reflectir a respeito do potencial terapêutico da dança.
Por fim, a dança é uma forma de emancipação para as pessoas quando tratada metodologicamente como fonte de conhecimento. Portanto a relação terapêutica é aquela que reconhece que ao paciente cabe o desejo de cuidar-se. O terapeuta é um instrumento para auxiliar a pessoa a compreender-se como agente de sua própria vida.”
Autores: Roberta Ferreira Soares, Maria Carolina Vita Nunes e Rosangela Lodi Queiroz
Deste modo, podemos concluir, que dançar faz bem e recomenda-se… ;)
“No pares, sigue, sigue…no pares !!!”
Pedro Barros
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