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Um dois, baby é só um dois...

2013-09-03 Dança Africana

Nem vale a pena começar aqui a falar em base 2 , base 3, saída da mulher, saída do homem, simulação… Porque para cada passo que se aprende, há uma pessoa que o executa de maneira diferente. Isto dito, a melhor forma de dançar música africana, dizem os mestres, é “sentir a música”.
E agora vocês perguntam: o que é isso de sentir a música? E eu respondo à minha maneira.

O Semba é alegria, sente-se nos pés, nos braços, nas pernas em todo o comprimento, em cada fibra, na raiz dos cabelos, nas pontas dos dedos e nas palmas dos pés descalços. Sente-se na alma.

A Kizomba sente-se no no pescoço, na espinha, a descer lentamente, com amor, com calma, sente-se na palma das mãos que se juntam e no peito onde as mesmas repousam. Sente-se no coração.

A Tarraxa sente-se mais abaixo, no centro da barriga, aperta. Sente-se nas ancas, na cintura, na base das costas. Como uma onda de calor que desce ao som da batida e da voz. Testa na testa, mão na cintura e mão no pescoço. Sente-se no corpo.

O Funaná é ritmo. É brincadeira. É energia pura. É a velocidade a percorrer os nossos átomos, é como estar numa roda que nunca para. É suor, é riso. Sente-se nos joelhos como um passo quebrado e na cabeça como uma tontura de voltas infinitas. Sente-se no espírito.

Aqui vos deixo uns exemplos…sintam. Partilhem. Inovem. E se não acertarem nos passos, sorriam e digam: “Isto não fui eu a falhar, isto fui eu a ser original”, afinal de contas, não somos todos obrigados a sentir a música da mesma forma, pois não!? Até à próxima.

Exemplos:

Tarraxinha

kizomba

Semba

Funaná

Nota: Este texto foi elaborado por Márcia Correia


Fernanda Duarte

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