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História do Fado - Parte III
2010-01-20
Após o 25 de Abril, o fado entrou em crise, devido ao desinteresse do público.
Nos anos 70 essa crise é provocada principalmente por factores políticos. A conotação que o fado tinha com o regime Salazarista e o espírito progressista da revolução não se identificava com uma música saudosista, tradicionalista e virada para o passado.
Durante os anos 80 essa crise manteve-se, já não relacionada com a questão política, foi uma geração de abertura, dos estrangeirismos e de tentativa de evolução…Inicio do rock português e das musicas e letras mais agressivas. A “comemoração” da liberdade, com isto aparecem estilos musicais diferentes e que até ao final dos anos 70 quase desconhecidos do povo português.
Esta geração de 80, ao mesmo tempo que repudiava a música de intervenção dos anos 70, continuava a considerar o fado como retrógrado, herança e símbolo do regime Salazarista, por um lado e música triste e nostálgica, contrastante com espírito festivo e futurista do rock, por outro.

Esta crise vai começando a desaparecer no final da década de 90, quando o contributo de fadistas como Mísia e Paulo Bragança rompem com os preconceitos existentes, através de uma alteração estética, ao nível musical, poético, do vestuário, do discurso e postura em palco. Ou seja, revolucionam a imagem do fado, dando-lhe uma imagem “fresca”, livre e moderna, deixando novamente a população, principalmente a camada jovem, a olhar o Fado com algo mais actual…
Com tudo isto o fado é ouvido, editado e premiado no estrangeiro. Há um movimento internacional de resposta à globalização e à massificação do mercado. Tudo isto faz renascer o fado novamente em Portugal, passando novamente a ideia do Fado como o nossa origem.
O fado fica eternamente ligado ao mar, à tristeza e sofrimento. Com tudo isto renascem as casas de fado, os shows, etc… Iniciou-se uma nova era com a primeira edição do Lisboa Fado Festival que foi em 2000. E ressaltam nomes como Teresa Salgueiro e a nossa mais internacional Mariza…
Hoje em dia o Fado está de volta e é considerado o bem mais valioso do nosso património…
Deixo-vos o vídeo de uma dos meus fados favoritos Chuva de Mariza, espero que gostem…
Espero-vos numa próxima dança…
Fernanda Duarte