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Petchú
2009-06-09
Petchú é um dos nomes mais conhecidos no mundo das danças africanas, internamente ligado à dança Tribal, é sem dúvida um marco na kizomba.
Bailarino, coreografo, professor e director artístico e técnico. É, sem dúvida, um dos primeiros e mais conceituado professor de danças africanas, em Portugal.
Iniciou a sua carreira artística em 1979 como bailarino e percussionista do Grupo Carnavalesco “Cassules Do Maculusso”.
Foi membro fundador do Ballet Tradicional Kilandukilu e grupo Hoji Tetembusa.
Petchú tem como maior preocupação, quando se iniciou a dar aulas, foi de criar o seu próprio estilo; contrariando a ideia geral de que Kizomba é sinónimo de “dançar agarrado”
Palavras de Petchú numa entrevista a falar da dança:
“O Funana pode dançar-se da mesma maneira [que a Kizomba], ou então a dama com as mãos à volta do pescoço do cavalheiro, e os corpos estão normalmente muito juntos, é uma dança muito sensual. O ritmo é marcado em dois tempos, como se se estivesse a pisar uvas”.
“O Kuduro é o estilo mais recente. Dançado separado, pode actualmente ser também dançado em esquema, “num estilo sul-africano que foi levado para a América, e que os angolanos levaram depois para Angola”, esclarece o professor, adiantando ainda que este estilo é dançado em Angola desde 1995 pelo grupo de bailado do qual faz parte, Kirandukilo. No entanto, nessa altura a moda não pegou, “foi preciso começar a falar-se numa influência de ritmos americanos, vindos dos EUA, a nível das batidas, para que a propagação fosse eficaz”.
Agora deixo-vos um vídeo de um show de Petchú para que o fiquem a conhecer melhor…
Espero-vos numa próxima dança…
Fernanda Duarte